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poarec@gmail.com

Cidadania, Cinema, Fotografia

 

Recife, Direitos Urbanos,Mobilidade Urbana,

Mídias e o "Projeto de Navegabilidade do Rio Capibaribe "Como agem, de fato, jornalistas ditos independentes, ativistas alternativos, e a totalidade das lideranças político-partidárias locais. A mídia tradicional nem se fala... ( * ).

"The great threat to freedom is the absence of criticismo" W. Soyinka

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1º - A quem serviu o Projeto de Navegabilidade do Rio Capibaribe? ( - Projeto de quem ? Apoiado por quem?  ) .

Todo o início se deve ao grupo liderado pelo então Governador Eduardo Campos, quase um mito em Recife e Pernambuco, e quem ousaria falar da roupa nova do rei?

Assim, da mesma forma quanto aos ônibus, não se precisavam de estudos pra se perceber a maior probabilidade de ser inviável, um simpático projeto de escorredouro de verbas públicas, sob maciça propaganda (oficial e a que nunca falta, a propaganda oficiosa pelos (de)formadores de opinião pública).

(Já antes da  1ª Audiência " Pública"  externava-se  esta  posição  ( há  a maioria silenciosa, sem "media") p.ex., enviei mensagens pra colunistas de 3 jornais de Recife, emails públicos de jornalistas de Cidades, de Trânsito, de Mobilidade Urbana, de Direitos Urbanos, Marco Zero, Meu Recife, programa de "debates" em rádios, etc).

 Mas nada saía em nenhuma mídia sequer . . .

 

Antes mesmo da 1ª Audiência Pública, os (de)formadores de opinião, colunistas, editoriais,  já  se adiantavam pela "navegabilidade" (seja por ingenuidade, seja  por   deficiente formação humanista, seja por carreirismos, empre-sas jornalísticas têm interesses diversos e relações com os poderes constituídos, e, último, mas não menos importante, a formação no jornalismo onde só há 1, no máximo 2 disciplinas de Sociologia, que dirá zero de Política )


2º - Quanto foi a verba pública liberada e quanto foi a verba utilizada?
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3º - E foi usada quanta tinta e redatores para os folhetos e propagandas oficiais e oficiosas (coberturas, reportagens, colunas de opinião, " debates" ? )
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4º - Na mídia ( no  eufemismo,  "colaboradores" ) e  nos  ativismos  "sem fins lucrativos": viam-se e ainda se vêem tímidas reportagens, arremedos de crítica tardia (que podem ter reflexos em pequenos grupos que se aplaudem entre si, as tais "bolhas" de redes ditas sociais)
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5º - De última hora, em outubro de 2012, sai nota  num jornal ( Jornal do  Commercio) anunciando a 1ª Audiência Pública (ponham-se aspas neste pública).  Fui de curioso, como cidadão: auditório pequeno, e quase lotado, parecendo-me de pessoas que se conheciam entre si, funcionários públicos, pessoas seguindo a incivilizada prática de "guardar lugar" (por isto não pude me sentar em assento vago, não discuti):
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6º - (
 * ) Só uma voz, a do Professor de Ecologia da UFPE, Ricardo Pessoa Braga - que eu nunca tinha ouvido falar - que estava na platéia, se levantou e fez diplomáticos e elegantes 8 questionamentos ao tal Projeto.

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7º - Resultado:  

      foi sumido da mídia (todos os 3 jornais , rádio e TVs, exceto uma entrevista com Aldo Vilela (Rádio CBN-Recife) , em que Ricardo Pessoa Braga desmentiu números governamentais de desafogamento do trânsito, mesmo na hipótese de todas as "futuras" barcas estivvessem em funcionamento a todo vapor - o desafogamento pra quem usa transportes coletivos seria irrisório ).
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8º - 
Uma casualidade dessas que nos trazem surpresas e reforçam nossos pontos-de-vista anteriores

      - Um jovem ativista alternativo, em continuidade à sua carreira, atual político por um partido que se tem como ultra alternativo, numa   troca de mensagens, deixou escapar que um  membro  do Ministério  dos  Transportes,   seu amigo, tempos atrás, teria-lhe dito que tal projeto seria inviável .

8ºa - Primeiramente, o jovem tido como progressista e alternativo se desdisse de que nunca tinha tocado no tema, mas eu tinha um email anterior em que ele afirmara isto , retornei, e ele reconheceu e... me chamou pra uma conversa - não fui ). Mas não foi tanta surpresa o comportamento do alternativo político: anos atrás, por um acaso, num programa da TV Universitária, sobre uma humorada e irônica propaganda com Giselle Bundchen no papel de dona-de-casa no clássico papel subserrviente, a entrevistadora perguntava aos convidados entrevistados. O alternativo demorou uns instantes e disse que censuraria tal propaganda.  

9º - Um longo parênteses como um salto pra o artigo posterior

      Sobre mobilidade urbana, os ônibus:

9a - O exemplo de Porto Alegre

  

Intervenção sobre TODAS as Empresas de ônibus de Porto Alegre (intervenção que durou 2 anos, única forma de descobrir inclusive crimes e acessar a "Caixa -Preta' e as mentirosas Planilhas apresentadas anualmente de Custos e Investimentos dos contratos de Concessões, Intervenção como promessa eleitoral e logo no 1º mês cumprida, executada numa madrugada, pelo então Prefeito da-quela capital, ineditismo no país, que permanece, tendo sido eleitos 4 consecutivos prefeitos da mesma frente de partidos políticos- claro que influi uma po-pulação com os mais altos índices de leitura, atividades abertas, gratuitas, de palestras, exposições as mais diversas, um senso de cidadania e de liberdade, uma feira de livro aberta cobrindo praça e prédios, sem a propaganda provin-ciana de se dizer como a maior no país.

- Eis um breve depoimento que recebi do Secretário dos Transportes após o início da Intervenção sobre os ônibus de Porto Alegre

​​" XYZXYZ:  

 

" Transmita para o companheiro de Recife estas rápidas observações sobre o Transporte Coletivo em Porto Alegre quando Olívio Dutra foi Prefeito (transição entre as décadas de 1980 e 1990) A situação do transporte público era mais ou menos a seguinte:1) A frota de Porto Alegre estava muito envelhecida, a tal ponto que às vezes um simples toco de cigarro aceso podia furar o pneu de um ônibus, de tão gasto que estava. No geral as empresas tinham muitas outras atividades dentro das garagens, tais como  criação   e   contrabando de aves   silvestres, lapidação pedras preciosas - ametistas – etc. (em uma delas até tráfico de drogas havia). O chamado regime de cambão era generalizado e funcionava assim: um supermercado dentro das empresas fornecia todos os produtos do mês para os motoristas e cobradores, no limite do contra-cheque, que às vezes até aparecia com saldo negativo. Aí então entrava uma “financeira” dos patrões, fornecendo “vales”, ou seja emprestando dinheiro a juros altíssimos. As principais medidas que tomamos foram as seguintes: A) Intervenção em TODAS as empresas de ônibus, transferindo a administração para pessoas de nossa confiança e técnicos contratados no mercado; fim imediato de todas as atividades dentro das empresas que não fossem diretamente ligadas ao transporte coletivo; C) fechamento imediato de todos os “supermercados”; D) Renovação acelerada de mais da metade da frota de ônibus. Esse processo de saneamento durou mais ou menos dois anos. Depois as empresas, já saneadas, foram de-volvidas aos permissionários pois o nosso objetivo não era estatizar o transpor-te coletivo. Porto Alegre já tem quase a metade desse ser-viço, através da COMPANHIA CARRIS PORTO ALEGRENSE, herdeira dos “bondes” - Companhia “Bond and Share”, multinacional norteamericana nacio-nalizada no tempo em  que  Leonel Brizola foi governador. Quanto aos taxi-lotações, tratava-se de um serviço intermediário entre o taxi e o ônibus, com qualidade e preços diferenciados. Hoje, no entanto , com o advento dos aplicativos multinacionais de transportes de passageiros, tipo uber e cabify, o sistema de taxi-lotações está em crise, com algumas linhas já quase não conseguido mais operar. 

Abraços

 

 Diógenes Oliveira "

 

 

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9b - Além das mudanças só possíveis com    a    Intervenção      (  que durou 2 anos) também foi implantado um "hors-concours" Sistema de Lotações (micro-ônibus) que abrange quase todos os bairros e com terminais   no  Centro   da cidade. Silêncio geral na midia e nas lideranças alternativas ou tradicionais.

  

Acredito que abaixo-assinados, CPsI servem mais pra  palanques,  trampolins para uma carreira futura já iniciada, além de vender jornal e dar    audiência à midia, e projeção de um pessoal já referido mais acima, pensando no social, na coletividade, claro (o ceticismo e a ironia aqui não ignora exceções, possíveis ou não).

.-- Mas ninguém fala disso
  
- Por que será ?
 

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9c - Ciclovias e ciclofaixas são válidas mas têm sido construídas e direcionadas mais para o público de classe média.

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9d - Um outro aspecto com o qual concorda um amigo campeão em ciclismo, é a contrariedade quanto a  ciclovias e ciclofaixas enquanto não houver um dis-ciplinamento e civilidade dos donos de automóveis e de  ônibus,  donos privilegiados do nosso espaço público, alargado desde a santa aliança que eliminou o transporte alternativo."clandestino", supostamente  para implantar um  siste-ma  organizado e abrangente a serviço da maior parte da população que dele tanto precisa .

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Sobre a santa aliança entre um então governador e um então prefeito, ver nossa postagem mais adiante

Vida de Gado nos Ônibus do Recife:

- Até Quando ? ( * *)

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9ºe - Claro que o disciplinamento não parte só de um lado, a educação dos donos de automóveis, de táxis  e de ônibus, mas por uma iniciativa de regra-mento e sanções efetivas a essas camadas de "classes médias" - um  conceito pouco claro e diverso.

Como diz, em palavras por muito tempo atualíssimas, a escritora Marilene Felinto, num artigo quando colaborava sistematicamente na Folha de S. Paulo, no olhar aguçado e incômodo (para uns ultrapassado, como se mentalidade mudasse de  5  décadas  pra  outra) em Vergonha Pernambucana (1995, v. Folha de S. Paulo nos buscadores), repetem-se engodos como o do projeto de navegabilidade, ou o engodo do projeto de transporte alternativo, via abaixo-assinados e discursos numa sociedade de muito fraco senso de cidadania, e "com certo ranço de atraso cultural e humanitário irritante" (entrevista ao Jornal do Comercio, 2016). Num lugar onde é forte a herança escravocrata.

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10º - Contando ainda com curiosidades tais como um prêmio anual atribuído a jornalistas que se destacarem no tema mobilidade urbana

é... o Prêmio "URBANA, " um convênio entre 

o Sindicato dos Empresários de Ônibus  

e... o  Sindicatos de Jornalistas de Pernambuco

...

-> - Note-se que:

na Diretoria do Sindicato integra Colunista de assuntos urbanos e um Cientista Político e Jornalista, muito simpático, muito solicitado pela mídia com sua rica contribuição seja em entrevistas, seja em artigos.
 

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( * )  Notas 

Aqui estão aspectos que não são tocados pelo pessoal citado.

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.--O tema é motivo de oportunismos diversos, fora os mais óbvios

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Dos mais curiosos é "cobrar" do governador, seja qual for, uma obra  que   é inviável, já era previsivelmente inviável, com os que compactuaram na fanta-sia,  não estragando o prazer que as ilusões proporcionam ao povo.

 

Atitude que dá projeção e ares de preocupação com o social .  E votos no sindicato, na ONG, na rede social sem fins lucrativos, no eleitorado diverso.

 

E voto, e audiência em colunas, e prestígio em redes "sociais"

 

.-Nem mesmo nas eleições passadas pra Prefeito de Recife, ninguém tocou no assunto, nem mesmo o candidato daquela equipe. 

 

.-- Santa aliança, assim como fora a guerra contra as lotações, o transporte alternativo, as kombis, o transporte clandestino - os nomes variam - Governa-dor Jarbas Vasconcelos e Prefeito João Paulo.   

Apoio aberto, escancarado pela mídia e pelo silêncio da totalidade das lide-ranças dias alternativas, independentes e de todo o espectro ideológico (sucumbiram a quais pressões? )

 O fato é que as kombis comprometiam a segurança primeiramente dos passa-geiros, do povo que delas precisava muito, comprometia o trânsito.

Mas - aí é que está... - comprometia mais o espaço pros empresários de ônibus, pros automóveis geralmente com 1 ou 2 pessoas,

 

Ah, comprometia os donos da rua, os verdadeiros usurpadores do espaço público. 

E Prefeito e Governador e respectivas equipes, talvez tiveram suas recompensas.

E nem precisaram cumprir o que prometiam: melhorar os ônibus, substituir as kombis "clandestinas" por um sistema organizado (e nem precisava ser o am-plo, abrangente sistema de lotações de Porto Alegre, "hors-concours" neste e noutros quesitos, mas que ninguém fala por aqui, nem pra copiar.

Não foi o bom combate...

-- Retiraram-se as kombis, por pouco não saíram tanques de guerra... abriram-se mais espaço para os automóveis, os ônibus continuaram ruins, funcionários explorados pelos empresários de ônibus, com irrisórios horários pra refeição, pra ir ao banheiro, com tempo cronometrado (daí, a queima de paradas também pode ser uma válvula de escape pelos motoristas ), empresários que perdem na justiça local e recorrem em nível federal pra não pagarem uns centavos a mais a motoristas, cobradores, fiscais.

 

 -- Silêncios prosseguem e prosseguirão (desconsiderem-se umas aparentes iniciativas, e umas aparentes críticas, de todos os lados, situação, oposições, que sustentam o 'status quo' de carreiristas (pode haver os de boa fé).

 

( Melhor é procurar ouvir o único que se manifestou, na 1ª Audiência "Pública" (em recinto pequeno).

 

Estes fatos e ponto de vista foram inúmeras vezes enviados a pessoas da im-prensa, dos espaços alternativos em facebook, bem como reproduzi mensagem que recebi do Secretário de Transportes de Porto Alegre da época a que me refiro sobre a Intervenção em todas as empresas de ônibus de Porto Alegre. Trago como exemplo, não é difícil contatá-los)

 

 

( * ) Humberto Cavalcanti  

                              E-Mail:  poarec@gmail.com

    

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Vida de Gado nos Ônibus do Recife:

 

- Até Quando ? ( * *)
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As catracas (ou ‘roletas’) dos Ônibus de Recife degradam e constrangem a gente, ofendem a cidadania: Passando por elas, é como se estivessem olhando e tratando a gente como potenciais fraudadores e  puladores de roleta. Como se fôssemos sonegadores de um ‘vale A , vale B’.

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O escancarado modelo de catracas é um acinte, é síntese emblemática de um desrespeito, um atentado contínuo que vem de prioridades e de interesses que são (digamos assim) nem tão coletivos.

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Esse ‘simples’ objeto (ou o que ele  representa:  humilhação do povo),   esse ponto não tem sido tocado nem nas coberturas jornalísticas, nem  nas   divulgações oficiais em torno das ‘mudanças’ nos transportes coletivos .

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Essas armações de metal são modificações e  prolongamentos  das  hastes originais das roletas . Elas foram implantadas já faz tempo.  Não vinham  com esses aros que hoje chegam a alcançar a altura do  queixo de uma pessoa de 1,70 m, por exemplo. Nem  se  estendiam pra baixo até quase tocar o piso do ônibus,  rente ao chão.

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Aquelas catracas também  não formavam um conjunto que em muitos ônibus quase envolve a pessoa, num semicírculo gradeado, um caminho estreito ( à semelhança de  cercado - uma porteira?...) onde uma pessoa é en-cur-ra-la-da e detida num momento, para, num momento seguinte, ser  conduzida  ao meio do ‘salão’ (o corredor  do ônibus), e continuando  de pé, entre tantos outros, pois os assentos já estão ocupados com  lotação além da capacidade indicada numa plaqueta acima do parabrisa.

 

Os telefones 0800... das empresas de nada adiantam, nas vezes que tentei não funcionavam, ou chamavam e ninguém atendia.

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( Claro que aqui nos referimos  aos ônibus das linhas que ‘fazem’ a maioria dos nossos bairros, onde o povo majoritário vive ou tenta viver ).

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Não que a lembrança das catracas de antes sejam uma mera nostalgia     do passado, não que fossem uma maravilha: As atuais é que são bem pior:  Em vários coletivos, esta  ‘grade’ começa na porta de entrada – daí que  às vezes  se forma uma fila já nos degraus, o motorista , o ‘chofer’, ali, acelerando    e apurando a gente.

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Não, estas roletas também não se   equiparam   àquelas outras dos primeiros ônibus elétricos: Parecidas com um   grande  triângulo  de pernas  abertas  e oblíquas que se limitavam a registrar a  passagem, constituindo  espaço  sufi-ciente para que um menino, ou mesmo um adulto  (do tipo físico médio da gente) pudesse passar por elas de banda, sem que elas girassem. Mais dignamente espaçosas para que crianças dispensadas de pagar passagem, por idade e tamanho, não tivessem que se deitar e rastejar para atravessá-las.

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Crianças que aprendem desde cedo que o ‘natural’ da vida é a resignação, o abaixamento e essa adaptação calada até por força do hábito e da tradição.

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Passar pela catraca é um instante , no mínimo, de desconforto, que sentimos quando levamos uma  bolsa a mais,  um embrulho, uma sacola; ou se estamos  vestidos com mais roupas,  ou se o  corpo não for  muito franzino.


Ah, essas catracas de hoje... não são como as de antigamente, não são modernas, apesar do tempo 

( que  tempo nem sempre significa evolução e progresso).

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E, no entanto, as catracas atuais e seus interesses não são atingidos:

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Pelo contrário, estão por aí, soltas, sozinhas, girando ainda mais, máquinas de contar gente, numa posição reforçada graças a um curioso continuismo  que resolveu mexer antes com o que é secundário, o menor problema, mas não encontrou energias e fluidos pra bulir com o que é o Principal.

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Ou - aéreo ou inocente -, neste ponto não meditou tanto assim.

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(Estas observações  partem deste leitor que também faz uso do transporte público. Não partem por ouvir dizer, nem é daqueles e daquelas que discursam  por conveniências em determinadas épocas).

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- E sabe de uma coisa? Maçante é informar que estas são percepções que não vêm de um simpatizante ou eleitor  do ‘outro lado’, nem de pessoa vinculada aos kombeiros.
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Vida de gado nos ônibus do Recife

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Ontem e hoje

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Povo marcado

[em 7 de set.2003]

 

Humberto Cavalcanti -   E-Mail:  poarec@gmail.com

 

( * *) Notas

No texto há  referências de entrelinhas sobre o então prefeito João Paulo PT e sua aliança com o então governador Jarbas Vasconcelos PMDB e com a tota-lidade da mídia numa verdadeira operação de guerra contra um transporte que faz falta às pessoas mais pobres, a maioria da população de Recife e periferia.

 

O então Prefeito fazia marketing posando como místico.

Não se cumpriu o aceno, a promessa de substituir por um sistema organizado, disciplinado – neste ponto, creio que é hors-concours no país o sistema de lotações de Porto Alegre-RS.

Há referência também a uma prima distante que então concorrera ao cargo de Prefeito, retirando sua candidatura durante campanha.

(Interessante é já ter visto artigo de jornal com uma mesma expressão que usei bem antes e divulguei pra toda mídia, por e-mails, claro, sem retorno, parte desta  
Crianças que aprendem desde cedo que o ‘natural’ da vida é a resignação, o abaixamento e essa adaptação calada até por força do hábito e da tradição. 

Quando falo "mídia" me refiro tanto à tradicional, quanto à supostamente alternativa, independente, ativista, ver o exposto acima, que dá título ao blog.

 

 

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